::Sondagem para encerramernto de aterro sanitário realizado pela PRESERVE-PROJETOS AMBIENTAIS

Utilização prevista de 10 anos, mas desde 2009 não recebe mais resíduos O aterro sanitário de Mariópolis, localizado próximo a comunidade de Nossa Senhora de Lourdes, com área de 3,6 há, está em processo de encerramento. O aterro foi instalado no ano de 2001, tendo previsão para ser utilizado até 2011. Para que a vida útil de um aterro seja compatível com o tempo previsto de uso, devem ser obedecidas às normas de operação exigidas pela legislação ambiental e possuir um técnico responsável pelo cumprimento destas. Em seu 8º ano de utilização, o aterro municipal encontra-se comprometido devido a falta de observância dos fatores citados. “Quando não se obedece a essas recomendações ocorre o comprometimento da vida útil do aterro e o posterior controle do passivo ambiental, ou seja, verificar se não existe contaminação do solo e do lençol freático, pela emissão de gases e pela proliferação de moscas, baratas, ratos entre outros”, explicou a Secretária de Agricultura e Meio Ambiente, Ieda Cristina Bello. Etapas O estudo de controle do passivo ambiental está sendo realizado por técnicos da empresa Kliver, Longo e França Engenharia Ambiental Ltda. Em primeira visita foi realizada a averiguação de toda a superfície do aterro, como, vegetação, relevo, coleta de água de chuva e verificação de existência de vetores. “Esta etapa é necessária para verificar as condições sanitárias para o encerramento do aterro. Nesta primeira etapa, nenhuma irregularidade foi constatada” explicou o Engenheiro Agrônomo, Ederson Luiz Laurindo. Na segunda etapa, foi realizada sondagem para posterior laudo de conclusão de encerramento. “Estamos fazendo a coleta de materiais para análise em laboratório e à partir dos resultados de levantamento de campo, iremos confrontar com o projeto inicial do aterro aprovado pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e conferir os dados para formalização e encerramento do aterro” detalhou Ederson. Composto No aterro sanitário, eram depositados (5.200 kg) 5,2 toneladas de resíduos por coleta, sendo duas coletas semanais. O material que se destina a um aterro sanitário é composto geralmente de resíduos domésticos. “O que nós recomendamos para os municípios de pequeno porte, e as pessoas que geralmente moram em casas com quintais, é a produção de um composto orgânico, que utiliza restos de cascas de frutas e legumes, borra de café, erva mate e alimentos que não foram temperados com sal e gordura, restos de poda e corte de grama, sendo um excelente adubo para hortas, jardins e floreiras, fazendo com que haja a redução do volume de materiais destinados aos aterros”, afirma Ieda. Coleta Ieda disse que embalagens plásticas, sacolas, vidros, entulhos, papel, roupas e calçados são os materiais que de uma forma geral aumentam o volume dos resíduos. “Um dos maiores problemas para a operação dos aterros sanitários são estes materiais passíveis de reutilização e que somam semanalmente uma média de 4 toneladas que poderiam ser depositadas na usina de reciclagem”, observou. Para que haja uma utilização eficiente dos aterros sanitários o fator principal é a participação da população com formas de colaboração, dentre elas, conhecimento sobre o seu próprio lixo, evitando assim desperdícios e consumo desnecessário, separar e lavar as embalagens, saber os dias de coleta, depositando o lixo apenas algumas horas antes desta para evitar que animais o espalhem pela rua. “Como é muito elevado o custo de instalação de um novo aterro sanitário, a administração municipal optou pela terceirização da coleta e destino do lixo municipal. A empresa Sabiá Ecológico, ganhou a licitação para coleta do lixo, e é responsável por dar destinação correta aos resíduos orgânicos. O material reciclável é coletado uma vez por semana e depositado na usina de reciclagem”, informou Ieda. Neste período de encerramento do aterro sanitário o município continua com o trabalho de educação ambiental, principalmente a coleta seletiva de lixo, em todos os bairros do município. “É de extrema importância que os moradores conheçam as leis municipais, seus direitos e deveres, para que assim haja maior conscientização e colaboração com a limpeza pública”, concluiu Ieda. Fonte: Prefeitura Municipal de Mariópolis